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O código de barras foi inventado por Norman Joseph Woodland (eng) e Bernard Silver (eng) e patenteado nos USA em 1952.
Porém levou mais de 20 anos para que esta invenção se tornasse um sucesso comercial.
Hoje existe uma grande variedade de tipos de códigos de barras.
Cada um tem a sua aplicação.
Segue abaixo uma relação dos mais comuns.
1 - Intercalado 2 de 5 (ITF)
Foi criado em 1972 por David Allais, Intermec Corporation (USA).
O código ITF (Interleaved Two of Five) representa apenas números (quantidade par de números) e pode ter qualquer tamanho, limitado apenas pela capacidade do leitor e pela quantidade par de números.
Foi projetado sem a necessidade do cálculo do dígito verificador.
É usado em boletos bancários, contas públicas (energia elétrica, água, telefone), DAM (municipal), DAE (estadual) e DARF (federal).
Todos com 44 dígitos (diferente da linha digitável).
O layout é start (1111) + código + stop (211).
Cada símbolo é composto por 5 barras (2 largas e 3 estreitas), com os números de forma intercalada (exceto start e stop).
Cada barra tem largura 1 (estreita) ou 2 (larga).
2 - EAN-12 / GTIN-12 / UPC-A
Foi criado em 1973 por George Laurer (eng), IBM (USA).
O código deve ter 12 números.
- Categoria do produto: 1 número.
- Fabricante: 5 números.
- Produto: 5 números.
- Dígito verificador: 1 número.
É usado na identificação de produtos somente nos Estados Unidos e Canadá, pois não tem o código do país.
O layout é start + código + stop.
Cada barra tem largura 1, 2, 3 ou 4.
O código EAN-12 (European Article Number) também é chamado de GTIN-12 (Global Trade Item Number - nome atual) e UPC-A (Universal Product Code).
DÍGITO VERIFICADOR
O dígito verificador dos códigos EAN-12, 13, 8 e 14 é obtido da seguinte forma: calcular a soma multiplicando cada número por 1 ou 3 (começando com o 3 à direita), depois subtrair o resultado desta soma do múltiplo de 10 superior mais próximo (significa o número que deve ser adicionado ao resultado para que ele se torne um múltiplo de 10).
Exemplo EAN-12:
- 13412810268-DV = código
- 31313131313 = multiplicador;
a soma é 1x3 + 3x1 + ... até 8x3 = 72;
o DV é 80 - 72 = 8.
Cálculo do dígito verificador em www.gs1.org/check-digit-calculator (NT NFe 1/2017).
3 - EAN-13 / GTIN-13
Foi criado em 1976, como uma expansão do UPC-A para uso internacional.
No Brasil foi introduzido em 1984.
O código deve ter 13 números.
- País: 3 números (789 = Brasil).
- Empresa: 4 a 6 números. A quantidade de dígitos que identifica a empresa será determinada em função da quantidade de produtos na linha da empresa, de modo que hajam dígitos suficientes.
- Produto: 3 a 5 números.
- Dígito verificador: 1 número.
O código para livros, jornais, revistas e produtos pesados em padarias e supermercados segue outro esquema.
É usado na identificação de produtos em todo o mundo.
Cada produto tem um código único, que pode ser reconhecido em qualquer lugar do mundo.
Para usar o código é preciso cadastrar-se no órgão controlador (GS1).
GS1 - Nos Estados Unidos o UCC (Uniform Code Council) foi publicado pela primeira vez em 1952, com uma série de leis para controlar as transações comerciais.
A Associação Europeia de Numeração de Artigos (EAN) foi criada em 1977 em Bruxelas.
Em 1990 a EAN e a UCC se uniram.
Em 2005 a organização passou a se chamar GS1 mundialmente.
A GS1 é a entidade que controla os códigos GTIN no mundo (GS1 Brasil).
A GS1 faz o controle de forma que uma empresa não use códigos já usados por outra empresa.
O layout é start + código + stop.
Cada barra tem largura 1, 2, 3 ou 4.
O código EAN-13 (European Article Number) também é chamado de GTIN-13 (Global Trade Item Number - nome atual).
4 - EAN-8 / GTIN-8 / UPC-E
Foi criado após a introdução do EAN-13 na Europa, em 1977.
O código deve ter 8 números.
- País: 3 números.
- Produto: 4 números.
- Dígito verificador: 1 número.
É usado em produtos que não têm espaço para o código EAN-13.
Cada produto precisa ser cadastrado individualmente no órgão controlador (GS1).
O layout é start + código + stop.
Cada barra tem largura 1, 2, 3 ou 4.
O código EAN-8 (European Article Number) também é chamado de GTIN-8 (Global Trade Item Number - nome atual) e UPC-E (Universal Product Code).
5 - EAN-14 / GTIN-14 / DUN-14 / ITF-14
Foi criado após a introdução do EAN-13 na Europa, em 1977.
O código deve ter 14 números.
- Unidade logística (conteúdo da caixa): 1 número (caracter adicional ao EAN-13).
- EAN-13 sem DV: 12 números.
- Dígito verificador: 1 número.
É usado na embalagem dos produtos, com um caracter adicional ao EAN-13 para identificar o conteúdo da caixa.
Usa a mesma simbologia de barras do código ITF (Interleaved Two of Five - Intercalado 2 de 5).
O código EAN-14 (European Article Number) também é chamado de GTIN-14 (Global Trade Item Number - nome atual) e DUN-14 (Distribution Unit Number).
6 - Código 39
Foi criado em 1974 por David Allais e Ray Stevens, Intermec Corporation (USA).
Também é chamado de "Code 3 of 9" ou "LOGMARS".
Inicialmente representava 39 caracteres (origem do nome).
Depois foi expandido com 4 caracteres adicionais e passou a representar 43 caracteres alfanuméricos: 10 números, 26 letras maiúsculas e 7 sinais (espaço - . $ / + %).
Pode ter qualquer tamanho, limitado apenas pela capacidade do leitor.
Porém é o menos compacto (requer mais espaço do que os outros).
É um código livre e foi projetado sem a necessidade do cálculo do dígito verificador que é usado em outros padrões para garantir que a leitura foi feita corretamente.
É usado em codificações internas de empresas, especialmente na indústria automobilística.
O layout é start + código + stop, onde start e stop são o caracter asterisco (*).
Cada símbolo é composto por 9 barras: 5 pretas e 4 brancas; 3 largas (wide) e 6 estreitas (narrow); mais um espaço branco estreito após cada símbolo.
Cada barra tem largura 1 (estreita) ou 2 (larga).
7 - Código 128
Foi criado em 1981 pela Computer Identics Corporation (USA).
Pode representar 128 caracteres ASCII (0 a 127) e pode ter qualquer tamanho, limitado apenas pela capacidade do leitor.
Possui os símbolos A, B e C (cada um representa um conjunto de caracteres) que podem ser usados de forma mista, alterando entre A, B e C.
- A - ASCII de 0 a 95 (números, letras maiúsculas e sinais).
É usado na NFe com CNPJ alfanumérico (DANFE).
- B - ASCII de 32 a 127 (números, letras maiúsculas, letras minúsculas e sinais).
- C - ASCII de 48 a 57 (apenas números e quantidade par de números).
É o mais compacto de todos os códigos.
É usado na NFe com CNPJ numérico (DANFE).
O layout é start + código + DV + stop, onde o código pode ter alternadores e mudança entre A, B e C.
Exemplo de layout misto (5225AB83): startC + codC (5525) + altA + codA (AB) + altC + codC (83) + DV + stop.
- Start indica o tipo de código: A, B ou C.
- Alternador indica uma mudança de código.
- O DV (dígito verificador) é calculado pelo módulo 103; soma: 1 x start + 1xC1 + 2xC2 + 3xC3...; DV: soma mod 103.
- Stop indica o final.
Cada símbolo é composto por 6 barras (exceto stop que usa 7) e cada barra tem largura 1, 2, 3 ou 4.
Cada símbolo tem a soma das larguras igual a 11 (6 barras) ou 13 (7 barras).
O vetor que indica cada símbolo possui 107 posições (de 0 a 106).
- Código A: ASCII 32 a 95 (0 a 63), ASCII 0 a 31 (64 a 95), alterna B (100), alterna C (99) e outros controles (96, 97, 98, 101 e 102).
- Código B: ASCII 32 a 127 (0 a 95), alterna A (101), alterna C (99) e outros controles (96, 97, 98, 100 e 102).
- Código C: par de dígitos (0 a 99), alterna A (101), alterna B (100) e outros controles (102).
- Start A (103), start B (104), start C (105) e stop (106).
Vetor: 0 (212222), 1 (222122)... até 103 (211412), 104 (211214), 105 (211232) e 106 (2331112), onde o número indica a largura da barra, iniciando na preta depois branca.


128C é mais compacto porque cada símbolo de barras representa 2 números (0 a 99).
8 - QR Code
Foi criado em 1994 por Masahiro Hara (eng), da empresa Denso Wave (Japão).
QR significa Quick Response (resposta rápida).
Permite representar uma grande quantidade de caracteres: 7.089 (numérico), 4.296 (alfanumérico) ou 2.953 (binário 8 bits).
Veja detalhes em https://en.wikipedia.org/wiki/QR_code.
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